Bom Futuro: modelo pioneiro de mineração no Brasil

Bom Futuro se consolida como modelo de mineração cooperativa

No início deste mês, Renato Muzzolon, geólogo da Coopersanta e da Coopermetal, participou do podcast “PODRondônia”. Apresentado por Edison Rígoli, presidente do CREA e engenheiro industrial mecânico, a conversa girou em torno do modelo de mineração desenvolvido em Bom Futuro, abordando desde a organização da atividade e seus impactos sociais até os desafios técnicos, avanços tecnológicos e o potencial da região na produção de minerais estratégicos para o futuro.

A jazida de Bom Futuro, em Ariquemes (RO), vem se consolidando como uma referência nacional quando o assunto é mineração cooperativa. Ao longo das últimas décadas, a região desenvolveu um modelo produtivo que alia organização, responsabilidade social e eficiência operacional, tornando-se um exemplo único no cenário mineral brasileiro.

Assista a entrevista completa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RSsCF1fBEx0

Um modelo único no Brasil

Bom Futuro não é apenas uma área de exploração mineral., mas um modelo estruturado de produção. De acordo com o geólogo Renato Muzzolon, a organização da atividade na região não encontra paralelo no país. “Bom Futuro é um modelo de operação mineral. É um modelo pioneiro. Não existe, em lugar nenhum do Brasil, esse tipo de operação.”

Nesse sistema, segundo ele, pequenos, médios e grandes produtores atuam de forma integrada, compartilhando a mesma cadeia produtiva. Essa diversidade operacional, aliada à organização das cooperativas, garante eficiência e continuidade às atividades de lavra e beneficiamento da cassiterita.

Organização e governança da atividade mineral

Além da estrutura produtiva, Muzzolon afirmou na conversa que outro fator determinante para o sucesso de Bom Futuro é o modelo de governança adotado. A organização da atividade foi construída por meio do diálogo entre diferentes instituições, incluindo órgãos públicos, cooperativas e representantes do setor mineral.
Nesse sentido, Muzzolon destaca o papel do planejamento coletivo na consolidação desse modelo. “Sentou todo mundo: mineradora, cooperativas, Ministério Público, ANM, prefeitura… e foi feito um plano de ordenamento.”

Desse processo resultou em um acordo que permite a coexistência das diferentes operações, garantindo segurança jurídica, organização territorial e maior controle das atividades.

Impacto social e desenvolvimento regional

Ainda na conversa, foi falado sobre o modelo adotado em Bom Futuro, que também trouxe avanços significativos no campo social. A estruturação da atividade mineral contribuiu para a geração de emprego, renda e melhoria das condições de vida na região. Um dos marcos desse processo, segundo o geólogo, foi a transformação social promovida a partir da organização da atividade. “Esse modelo começou erradicando o trabalho infantil.”

Além disso, iniciativas voltadas à educação e à inclusão social foram fundamentais para consolidar um ambiente mais estruturado e sustentável, beneficiando diretamente a comunidade local.

Dessa forma, Bom Futuro também se destaca pelo impacto econômico expressivo ao longo de sua história. A produção de cassiterita na região colocou Ariquemes em posição de destaque no cenário mineral brasileiro. Segundo Muzzolon, Bom Futuro já produziu cerca de 200 mil toneladas de estanho. “Estamos falando em algo próximo de 9 bilhões de dólares ao longo de 40 anos.”

Além da produção tradicional, a região avança em iniciativas voltadas à inovação e ao melhor aproveitamento dos recursos minerais. Atualmente, estudos vêm sendo conduzidos para reavaliar materiais anteriormente descartados no processo produtivo.
Esse movimento, de acordo com o geólogo, representa um avanço significativo em termos de eficiência produtiva e sustentabilidade, ao permitir a recuperação de minerais com potencial econômico.

Bom Futuro e o futuro dos minerais críticos

Outro ponto estratégico abordado na entrevista se refere ao potencial de Bom Futuro na produção de minerais considerados críticos para o desenvolvimento tecnológico global. Entre eles, destacam-se elementos associados às chamadas terras raras, utilizados em setores como energia limpa e tecnologia.

De acordo com o geólogo é possível encontrar terras raras nos rejeitos da produção minerária da jazida, principalmente na monazita. Nesse sentido, a região passa a integrar discussões mais amplas sobre o papel do Brasil no fornecimento desses insumos estratégicos, abrindo novas oportunidades para o setor mineral.

Perspectivas para o setor mineral

Ao final da entrevista, o geólogo destacou uma nova fase da mineração em Bom Futuro, com foco em agregação de valor, inovação tecnológica e expansão de mercado. Segundo Muzzolon, “Não queremos simplesmente vender o produto bruto. Buscamos soluções tecnológicas e internalização de processos produtivos reforçando o compromisso das cooperativas com a evolução do setor.”

Fonte: ascom
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